INICIAÇÃO À VIDA CRISTÃ

14 de maio de 2018 Pascom Santa Mena 0 Comments

Num momento de crise, como este do mundo em mudança, somos profundamente questionados. O próprio Senhor nos retira da nossa acomodação e nos chama a responder a esse novo desafio.

O evangelho não mudou, mas mudaram os interlocutores. O que mudou foram os valores, os modelos, as alegrias e as esperanças, as tristezas e angústias dos homens e mulheres de hoje. Jesus nos convida a sair, a escutar, a servir, num movimento de transformação missionária de nossa Igreja. Essa atitude exige estarmos atentos aos sinais dos tempos.

O processo é de escuta e atenção aos clamores do povo. Voltando-nos assim para os nossos dias, como fez Jesus, abrem-se novos espaços, livres, críticos, comunitários e fraternos, onde a fé cristã pode emergir, com uma renovada pertinência, na busca de mais humanidade e de melhor qualidade de vida, com um profetismo especial, que responda às necessidades da nossa realidade.

Essa complexa realidade, na qual estamos mergulhados, nos revela que a experiência de fé cristã se encontra hoje numa espécie de estado generalizado de busca e de recomeço. Fica para trás um determinado modelo eclesial, marcado pela segurança da sociedade de cristandade e desponta um processo de renascimento de um modelo de Igreja pobre, com os pobres, em saída missionária para as periferias geográficas e existenciais. É tempo de germinação, somos chamados a viver algo novo que nasce, por meio do impulso revitalizador do Espírito Santo, que renova a face da terra.

Para que o anúncio do Evangelho aconteça é preciso a devida atenção aos desafios da realidade. A economia da exclusão, a idolatria do dinheiro, a desigualdade social que gera violência, a cultura do provisório, a proliferação de novos movimentos religiosos fundamentalistas, a promoção de uma espiritualidade sem-Deus, a perda do compromisso com o comunitário, o relativismo moral, a fragilidade dos vínculos familiares.

Os sinais dos tempos, lidos à luz da fé, exigem de nós humildade, atitude de acolhida, criatividade e capacidade dialogal que, a exemplo do que aconteceu no encontro entre Jesus e a samaritana, possibilitem um itinerário que facilite a caminhada rumo à conversão.

Precisamos ser cristões no exemplo, no servir, no acolher e os novos métodos da catequese através de pequenas celebrações durante a caminhada convida toda a comunidade a partilhar estes exemplos de ser cristão que assume a palavra.

Helton Almeida dos Santos

Coordenador Paroquial da Catequese Santa Mena

Fonte: Iniciação a Vida Cristã – CNBB

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