CORPUS CHRISTI

Na solenidade do Corpo de Deus, queremos recordar que os atos redentores de Cristo – que culminam na sua paixão, morte e ressurreição – atualizam-se na Eucaristia, celebrada pelo Povo de Deus e presidida pelo ministro ordenado. Por isso, redescobrir a Eucaristia na plenitude é redescobrir Cristo.

Queremos, por isso, hoje agradecer a Deus por este tão grande dom, que o Senhor deu à sua Igreja.

É ao redor do altar que se constrói a comunidade cristã e a vida comunitária. A Eucaristia é a síntese espiritual da Igreja, a plenitude de comunhão do homem com Deus, fonte dos valores eternos e experiência profunda do divino. Participar da eucaristia dominical é sinal inequívoco de identidade cristã e de pertença à Igreja. Por isso, a Missa é o momento privilegiado que possibilita o encontro com Deus a níveis de fé e de compromisso humano.

A leituras desta solenidade refletem o sentido da Eucaristia.
primeira leitura descreve o rito da Antiga Aliança. É uma premissa para entender o sentido da Eucaristia. Os antigos selavam um contrato de aliança com o sangue das vítimas oferecidas. Moisés lembra as palavras e a Lei de Deus e o povo compromete-se a pô-las em prática. Então, Moisés asperge o povo e o altar com o sangue das vítimas. O sangue, que é vida indica que a aliança é vital; derramando sobre o altar e o povo, indica que entre o povo e Deus há comunhão: na fidelidade à aliança, o povo vive da vida de Deus.

segunda leitura fala-nos da Nova Aliança. O Sangue derramado de Cristo sela uma Aliança nova e definitiva entre Deus e a humanidade. Esta não precisará mais o sangue dos animais sacrificados. Será um sacrifício definitivo, que não se repetirá, só se atualizará continuamente na Eucaristia.

Evangelho apresenta as características essenciais do Sacrifício de Cristo. Cristo, oferecendo-se para a imolação, opera a libertação integral e definitiva. Dá a sua vida como sacrifício da Nova Aliança e ratifica essa Aliança definitiva entre Deus e os homens através do seu sangue. Esta nova Aliança, selada com o sangue de Cristo, supõe uma novidade radical nas relações entre os homens e Deus, porque nova é a relação de Deus com os homens por Jesus Cristo. Esta relação é a religião do amor.

Marcos Pazini



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